O Domingo de Ramos é o último domingo antes da Páscoa e marca o início da Semana Santa. Chama-se também Domingo da Paixão porque é o Evangelho que se lê no tempo da Palavra.

Os ramos, abençoados naquele dia, são o sinal da vitória da vida sobre a morte e o pecado. Durante a missa dominical, comemoramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

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Origem do Domingo de Ramos

Domingo de Ramos refere-se à entrada triunfal de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. Na tradição judaica, os ramos de palma estão ligados ao festival da colheita chamado “Sukkot” e, portanto, têm um halo de importância sagrada.

Os evangelhos canônicos relatam que pouco antes da Páscoa, Jesus decide fazer uma entrada solene na Cidade Velha de Jerusalém. Ele então move-se sobre um burro, uma modesta assembléia que foi anunciada pelos profetas bíblicos, que descreveram o messias judeu como o cumprimento de um reino de humildade e paz mundial.

Enquanto atendem a essa entrada de Jesus na cidade, o povo de Jerusalém parece reconhecer o Messias e cumprimentá-lo com roupas no caminho, enquanto ele agita galhos cortando árvores, os famosos galhos.

Significado dos ramos

Todos os anos, o evangelho da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém dá pleno significado à bênção das palmas das mãos. Revivemos os momentos em que a multidão recebe Jesus na cidade de Davi, como rei, como o Messias esperado há vários séculos. Aclamam Jesus com os sotaques de “Bem-aventurado aquele que vem em nome do Senhor” e “Hosana” (hebraico significa literalmente “Salvai então!”), e tornou-se um grito de triunfo, mas também de alegria e de confiança.

Jesus é um rei, mas um rei de paz, humildade e amor. Jesus apresenta-se à multidão num burro, num cavalo modesto, numa besta de carga. Zacarias anunciou-o (Zacarias 9:9): “Aqui, o vosso rei vem ter convosco; ele é justo e vitorioso, humilde, montado num jumento, num potro, na descendência de um jumento.

As pessoas colocam suas capas no caminho, cobrindo-as com palmas, como relata Matthieu: “Na multidão, a maioria delas coloca suas capas no caminho; outras cortam galhos em árvores e se dispersam no caminho” (Mt 21,8).

Ainda hoje, a bênção das palmas das mãos atrai multidões, com um público por vezes invulgar, seduzido por estas palmas e ramos de oliveira (ou buxo, loureiro, dependendo do país) que podem ser guardados em casa até ao próximo ano Símbolo de vida e ressurreição, o ramo é muito mais que um amuleto da sorte. Coloca-se nas casas onde se enfeitam os crucifixos: é para levar Jesus ressuscitado a nossas casas.

Estes ramos que são levados nas suas mãos para aclamar a cruz de Cristo são por vezes colocados também nos túmulos e adquirem depois um significado funerário. Não se trata apenas de honrar a memória de um ser próximo, mas também de expressar a esperança de renovar e florescer a fé na ressurreição de Jesus Cristo e dos nossos mortos.

Liturgia do Domingo de Ramos

A liturgia do Domingo de Ramos tem duas partes: primeiro, a bênção, a distribuição e a procissão das palmeiras que evocam a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém e, portanto, cumprir a profecia de Zacarias: “Tressitude da alegria, filha de Sião”. Ele é pobre e sobe num potro, o jovem burro” (cf. Zacarias, IX, 9). Depois, a Liturgia da Igreja oferece ao Eterno Padre o Santo Sacrifício da Missa, com a grande leitura da Paixão (se possível) como Evangelho, para que entremos imediatamente na Semana Santa, a semana mais sagrada do ano litúrgico. A Igreja, tendo aclamado o nosso Rei Jesus, convida-nos agora a acompanhar todos os dias o nosso Salvador em todas as dores, ansiedades e sofrimentos da Sua Santa Paixão que Ele deseja cumprir com toda a vontade para a nossa própria redenção. “Venham, vamos subir juntos ao Monte das Oliveiras! Vamos conhecer Cristo. Ele volta hoje de Betânia e vem de boa vontade à Sua Santa e Santíssima Paixão, para completar o mistério da nossa salvação.

Tradições do Domingo de Ramos

Em memória deste episódio da vida de Jesus, organizam-se procissões em muitas cidades. Procissões de fiéis desfilam pelas ruas rezando e cantando. Dependendo da região, os ramos utilizados podem variar: a madeira de caixa é frequentemente utilizada na Europa, mas na América do Sul a oliveira ou a palmeira é mais utilizada. Os ramos originalmente utilizados em Jerusalém são ramos de palmeiras, é bastante natural que a preferência dos habitantes das regiões quentes vá em direção à palmeira.
Durante a Missa do Domingo de Ramos, o sacerdote lê a história da entrada de Jerusalém, enquanto os ramos são abençoados e distribuídos aos fiéis. Estes últimos os levam consigo e depois os colocam no crucifixo que têm em casa.
Portanto, os ramos abençoados são preciosamente preservados até a Quarta-feira de Cinzas, quando são devolvidos à igreja para serem queimados.

Quando é o Domingo de Ramos no Brasil ?

Para não perder os preparativos para celebrar o Domingo de Ramos, deixamos-lhe o calendário oficial para cada ano:

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