Manuel Deodoro da Fonseca (nascido em 5 de agosto de 1827, Alagôas, Brasil – falecido em 23 de agosto de 1892, Rio de Janeiro), foi o líder nominal do golpe que derrubou o imperador Pedro II. Ele se tornou o primeiro presidente da república brasileira.

Primeiros anos de Deodoro da Fonseca

Manuel Deodoro da Fonseca nasceu na cidade de Alagoas, hoje chamado de Marechal Diodorus. Filho de Manoel Mendes da Fonseca, oficial do exército, ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro em 1843 onde completou o curso de Artilharia em 1847. No ano seguinte, 1848, com apenas 21 anos, já fazia parte das tropas brasileiras forças armadas no combate que a Revolta Praieira ocorreu em Pernambuco.

Uma carreira militar excepcional

Manuel Deodoro da Fonseca se destacou na Guerra do Paraguai (1864 a 1870). Sua conduta no campo de batalha e a determinação e tenacidade que ele demonstrou permitiram-lhe diferenciar-se dos demais, ele ganhou prestígio e reconhecimento entre os militares.
Em 1868, ele alcançou o posto de coronel e foi promovido em breve, em 1874, ao posto de brigadeiro. Ele finalmente se tornou marechal no ano de 1884. No ano seguinte, 1885, ele foi nomeado comandante militar e chefe administrativo do estado do Rio Grande do Sul. Ele se via como o herdeiro do duque de Caxias como a principal figura militar do Brasil.

O nascimento do governo republicano

Em 1886, Diodoro de Fonseca vai para o Rio de Janeiro, onde assume a liderança da facção do Exército que defendia a abolição da escravatura no Brasil.

Embora ele fosse politicamente conservador e pessoalmente leal ao imperador, ele sentia que era seu dever como um oficial protestar contra os atos despóticos do governo e insistir que seus colegas oficiais tinham o direito de expressar suas opiniões políticas. Declarado insubordinado por Pedro II, Fonseca encabeçou a revolta militar de 15 de novembro de 1889,

Ele estabeleceu no Rio de Janeiro, preside o recente Clube Militar, que inchava a questão militar no cenário contra a monarquia e defensor do republicanismo no período de 1887 a 1889 Muito prestigioso, membros do movimento que planejava derrubar o imperador brasileiro Dom Pedro II escolheu para ser o líder do processo. A aceitação dos militares foi praticamente unânime.

Assim, em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República brasileira, depondo o imperador Dom Pedro II e assumindo o governo republicano provisório.

A eleição de Deodoro da Fonseca  como presidente do Brasil

Deodoro da Fonseca nomeou ministros ao seu governo para que os republicanos fossem historicamente renomados e fizessem parte da monarquia liberal. Mas com o passar do tempo todo o apoio que o marechal recebera havia anos começava a desmoronar. A conduta dos militares diante do governo brasileiro causou insatisfação em muitos de seus seguidores que esperavam outros caminhos para o Brasil republicano. Como presidente provisório, ele terminou em conflito com os líderes civis que pediram a convocação da Assembléia Constituinte. Sua eleição como presidente interinamente não foi garantida, mas como os militares exerceram grande pressão sobre o Congresso, ele foi eleito indiretamente em 1891.

As reformas do governo de Deodoro da Fonseca

O comportamento de Deodoro da Fonseca à frente do governo causou muita insatisfação entre o cidadão brasileiro. No entanto, ele marcou seu governo para promulgar avanços na constituição brasileira. Em 1890, o governo provisório criou o Código Penal Brasileiro e alterou o Código Comercial. Então, em 1891, o governo promulgou a primeira Constituição Republicana do Brasil, tomando medidas de inspiração liberal e um caráter muito próximo do norte americano. O governo também pôs fim a elementos típicos do período monárquico constitucional como Poder Moderador, Senado e União ao longo da vida entre Igreja e Estado. O casamento civil e a laicização de cemitérios também fizeram parte das reformas que o governo de Deodoro impulsionou.

O fim do governo de Deodoro da Fonseca

O fim do governo de Deodoro estalou quando o governo tentou dissolver o Congresso em 3 de novembro de 1891, causando uma reação violenta. Em uma tentativa de derrotar a oposição, o governo de Deodoro formulou um golpe. Mas o governo não tinha mais o apoio de outrora, o próprio exército não lhe dava mais apoio. No dia 23 de novembro, o marechal Deodoro da Fonseca firmou carta de renúncia e o vice-presidente Floriano Peixoto o sucedeu.

Os últimos anos de Deodoro da Fonseca

Depois de deixar a presidência, o marechal Deodoro da Fonseca continuou morando no Rio de Janeiro. Antes de morrer, o ex-presidente pediu para ser enterrado em roupas civis, mas seu desejo não foi concedido. Em 23 de agosto de 1892, Deodoro da Fonseca morreu de dispneia (dificuldade para respirar) e seu funeral foi cheio de pompa e honras militares.

O legado de Deodoro da Fonseca

Deodoro da Fonseca se tornou o grande ícone da Proclamação da República, já havia carimbado a face das notas da moeda brasileira que recebeu vários monumentos em sua homenagem e às vezes era retratado no cinema e na televisão.